A Tianastácia nasceu em 1992, em Belo Horizonte, e de lá pra cá passou por festival de TV, gravadora grande, Rock in Rio, troca de vocalista e muita estrada. Este é o resumo, ano a ano, de como uma banda com nome de personagem do Monteiro Lobato chegou aos 30 e tantos anos ainda tocando alto.

1992: o nome e a primeira formação

O nome é homenagem à Tia Nastácia, do Sítio do Picapau Amarelo. A primeira formação tinha André Miglio no vocal, Henrique Rodarte na guitarra, os irmãos Antônio Júlio (guitarra) e Beto Nastácia (baixo) e Cadu na bateria.

1995: “Cabrobró” no FestValda

Em 1995, “Cabrobró” venceu o FestValda na categoria de música inédita. Astrid Fontenelle, que apresentava o festival, disse que a Tianastácia era a melhor banda da história do FestValda. Começo nenhum é melhor que esse.

1996: “Acebolado” e a Cogumelo

Em 1996, Léo Nastácia entrou no lugar de Henrique Rodarte e saiu o primeiro disco, “Acebolado”, pela Cogumelo Records, a gravadora que lançou o Sepultura.

1997 e 1998: dois vocalistas

No fim de 1997, André Miglio saiu da banda. O vocal passou para dois: Podé e Maurinho, que vieram da Zoom Bee Doo. Em 1998, Glauco Nastácia assumiu a bateria, onde ficou até 2015, e saiu o segundo disco, “Tianastácia”, também conhecido como Álbum Branco.

1999 a 2004: a fase EMI

Entre 1999 e 2004, a Tianastácia gravou pela EMI: “Tá na Boa” (1999), “Criança Louca” (2001) e “Na Boca do Sapo Tem Dente” (2004). No meio do caminho, em 2000, ficamos em segundo lugar no Festival da Música Brasileira, da Rede Globo. Em 2001, tocamos no Rock in Rio III, na Tenda Brasil.

2004: o DVD e “O Sol”

Em 2004, gravamos o primeiro DVD ao vivo, no Pop Rock Brasil, para cerca de 50 mil pessoas. É nesse disco que está “O Sol”, de Antônio Júlio, que em 2005 ganhou a versão do Jota Quest, virou a música mais tocada do Brasil em 2006 e, em 2010, foi gravada por Milton Nascimento. Essa história tem um post só sobre a trajetória de “O Sol”, porque merece.

2006 em diante: independentes

Desde “Orange 7” (2006), os discos saem de forma independente: “País das Maravilhas” (2009), “Love Love” (2013), “Escorrega 1 Cai 5” (2017) e “Sonhos Loucos” (2021). São dez discos de estúdio no total, todos listados na discografia da Tianastácia.

2022 e 2024: a formação de hoje

Em 2022, Podé se afastou da banda por motivos pessoais e de saúde, e Antônio Júlio, que estava na guitarra desde 1992, assumiu o vocal. Em 2024, Amanda Barbosa chegou para a bateria, depois de Dudu Azevedo. A Tianastácia hoje é Antônio Júlio Nastácia (voz e guitarra), Beto Nastácia (baixo), Egler Bruno (guitarra) e Amanda Barbosa (bateria).

E agora?

Agora é palco. Se você quer essa história tocando ao vivo na sua festa, festival, formatura ou evento de empresa, veja como contratar o show da Tianastácia. E as próximas datas abertas ao público ficam na agenda de shows.